Bromeliário ganhará novo espaço
1/9/2005


interior do Bromeliário

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro oferecerá em breve ao público um novo espaço para visitação. O Bromeliário, que abriga hoje cerca de 10.000 plantas distribuídas em duas grandes estufas e canteiros, vai passar por uma ampla reforma de recuperação de seu espaço físico e das condições de manutenção das coleções de bromélias. O convênio entre o Jardim Botânico e a empresa Amil, que será assinado no dia 5 de setembro, às 10 horas, permitirá à instituição fazer o resgate histórico do acervo e ampliar o espaço para o cultivo de novos espécimes.

De acordo com o convênio serão destinados R$ 200 mil para os gastos com a reforma das estufas e mais R$ 120 mil para manutenção do Bromeliário por um período de dois anos. A principal estufa, que leva o nome do paisagista Roberto Burle Max e que abriga a maior parte das bromélias, passará por reparos na estrutura de concreto e cobertura que estão bastante danificados. Os canteiros da estufa, onde são cultivadas espécies da Amazônia, Floresta Atlântica, de restingas, caatingas além de exemplares da América do Sul e Central, serão reorganizados para melhorar as condições de circulação e visualização das plantas expostas. A idéia é criar um espaço capaz de atender tanto às exigências botânicas quanto às necessidades de beleza e conforto do visitante e do parque.

A nova parceria permitirá ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro ampliar a área para o plantio de novos espécimes, dobrando o número de bromélias hoje existente . A coleção atual reúne mais de 20 gêneros do Brasil e do exterior e é de grande importância para as pesquisas científicas desenvolvidas pelo JBRJ e por várias instituições congêneres de outros estados e países.

Construído em 1936, o Bromeliário do Jardim Botânico é formado hoje por um pavilhão em pórticos de concreto armado. O novo projeto arquitetônico, realizado pelas arquitetas do JB Léa Therezinha Carvalho e Mônica Rocio Neves, tem como proposta integrar interior e exterior em um só conjunto unindo a pérgola original e os quatro canteiros externos. O projeto tem como partida uma caixa de vidro que conformará o núcleo central. Em seu interior, será organizada uma praça e quatro canteiros expositivos de bromélias. Sobre o grande vão será criado um telhado com cobertura central em estrutura metálica e telhas de barro coloniais. Já os canteiros internos serão compostos paisagisticamente com pedras de tamanhos diversos, cortadas em forma geométricas, sobre as quais serão fixadas as bromélias.

 

 

 

 

 

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