Novos juízes do TJ conhecem o Programa Florescer
2/8/2013

A presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargadora Leila Mariano, e os novos juízes que tomaram posse em junho deste ano participaram nesta terça-feira, 30/07, de uma apresentação do Programa Florescer, desenvolvido pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O programa trabalha em parceria com o TJRJ há sete anos, através do 4º Juizado Especial Criminal, no Leblon.

“Esse projeto nasceu no gabinete de um juiz que olhou para o réu e viu além, viu ali um ser humano. Esse juiz percebeu que aquelas condenações poderiam transformar-se em um bem social, na medida em que o infrator passasse a prestar penas alternativas em instituições que trabalhassem com adolescentes. Cada um dos novos juízes aqui presentes, que vão para o interior, pode ter também um projeto, que é algo além de se ter uma ideia”, destacou a presidente Leila Mariano durante a apresentação, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico.

A presidente do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico, Samyra Crespo, explicou a necessidade de apresentar aos novos juízes um programa que é pioneiro e que pode ser replicado em outras varas e até mesmo em outros tribunais. “Temos, hoje, 99 jovens de 12 a 18 anos que vivem em risco social ou econômico, que estudam em cursos que formam profissionais de Jardinagem, de Apoio Administrativo e Monitores. Além disso, uma equipe de psicólogos, assistentes sociais e professores realiza com eles trabalhos de leitura, relações interpessoais, entre outros”, explicou Samyra.

O desembargador Paulo Baldez, representante da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (Emerj), lembrou a importância de se ter uma Justiça mais voltada para o lado social. “E nas varas criminais encontramos melhor campo para isso”, acrescentou.

A juíza titular do 4º Jecrim, Cintia Cardinali, afirmou que o Programa Florescer é um ótimo exemplo para os juízes que estão chegando, principalmente aqueles que vão atuar na área criminal. “No Tribunal, o projeto se expandiu e, hoje, atende a vários outros juizados criminais. No 4º Jecrim, jovens do programa trabalham como menores aprendizes e têm carteira assinada”, informou a juíza.

O idealizador do projeto no Tribunal de Justiça, desembargador Luis Gustavo Grandinetti, que, na época, era titular do 4º Jecrim, falou sobre as dificuldades do início do projeto, cuja ideia surgiu da observação de jovens usando drogas nas ruas. Depois de algumas tentativas frustradas, chegou-se à conclusão de que a melhor opção seria trabalhar com adolescentes que morassem em locais próximos ao Juizado, como acontece hoje.

“Agradeço ao Jardim Botânico, que aceitou essa parceria com o Tribunal de Justiça, e à Samyra, que o acolheu de braços abertos desde o início da sua gestão. Para o TJ, é muito importante que a Emerj tenha incluído esse momento no curso de formação dos novos juízes”, afirmou o desembargador.
Todos os presentes assistiram a um filme que apresenta o Programa Florescer. Nele, diversos adolescentes dão seu testemunho de como o programa mudou sua vida, assim como infratores que cumpriram medidas alternativas no programa e que hoje continuam trabalhando como voluntários dão seu depoimento.

Após a apresentação, todos os convidados foram visitar as instalações em que acontecem os cursos, e os juízes puderam tirar suas dúvidas com João Carlos Silva, funcionário do Jardim Botânico responsável pelo projeto, que trabalha com os jovens na parceria com o Tribunal de Justiça.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa do TJRJ
Fotos: Claudia R.Lopes (Ascom/JBRJ)

 

 

 

 

 

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