Cactário reabre com coleção ampliada e com novo jardim de plantas rupículas
5/12/2013

Criado em meados de 1930, o Cactário do Jardim Botânico do Rio detém hoje uma das maiores coleções de cactos e suculentas do Brasil. Hoje, o espaço abriga aproximadamente 150 espécies, que integram coleções obtidas em expedições científicas e através do intercâmbio de sementes e mudas com outras instituições e colecionadores.

Desde sua criação, o Cactário já passou por diversas obras de revitalização e conservação, que contribuíram para a ampliação de seu acervo. Aberto ao público no dia 5/12, após sete meses de obras, o Cactário viu sua área ampliar e ganha dois mirantes, que conectam o espaço ao Caminho da Mata Atlântica e permitem que o visitante observe o arboreto e sua fauna através de três binóculos. No Caminho da Mata Atlântica, totens de animais típicos desta vegetação apontam o percurso, e bancos giratórios servem à contemplação e reflexão sobre a beleza do Jardim em seus diversos ângulos.

Outra novidade do projeto diz respeito à arquitetura do lago do Cactário, que foi renovado para destacar seu desenho original. Quem vier ao Cactário também será beneficiado com uma arquibancada, revitalizada a partir de bancadas de uma estufa outrora destinada ao cultivo. A estrutura agora será destinada ao repouso e contemplação.

Todos os caminhos do Cactário foram revistos. Pisos, escadas, canteiros e duas estufas destinadas à reserva técnica foram renovados, a partir da adoção de um projeto paisagístico moderno.

Em três estufas abertas para o público, o projeto Micromundos transporta os visitantes para diferentes micropaisagens, proporcionando uma experiência lúdica através dos arranjos de cactos e suculentas. Fundo do mar, neve e deserto são só algumas das realidades produzidas por meio do paisagismo. Enquanto os canteiros externos são destinados às coleções botânicas de cactos e suculentas, estas estufas estão organizadas de forma mais livre e criativa, seguindo preceitos estéticos.

“O Micromundos também será repaginado. A ideia é que de tempos em tempos as plantas localizadas nestas estufas sejam remanejadas para criarem novas realidades, com a intenção permanente de atrair o olhar do público para o incrível universo de cores e formas que estão além dos espinhos dos cactos”, explicou Ricardo Reis, curador de coleções vivas do JBRJ e responsável pelo Cactário.

Após as obras, o maior desafio diz respeito à manutenção das plantas. Garantir seu bem-estar em um ambiente úmido e pouco propício passa por um equilíbrio perfeito entre adubação e rega.

“Ao contrário do que muitos pensam, os cactos demandam água. É um mito pensar que gostam de permanecer longos períodos sem serem regados ou que preferem um solo pobre. O JBRJ trabalha de forma contínua para minimizar os desgastes provocados pela umidade do arboreto. A preocupação principal é conseguir alocar os cactos em um solo altamente drenante, rochoso, de preferência criando elevações que o afastem do solo do arboreto. Em seguida, é necessário manter um regime de rega que garanta que as plantas jamais passem por um deficit hídrico. Com todas estas condições atendidas, damos início à etapa de manejo mais importante: a adubação, que deve ser generosa, de modo que os cactos se tornem saudáveis o bastante para fazerem frente aos fungos provocados pela umidade”, explicou Reis.
Na natureza, os cactos ocorrem sempre acompanhados das plantas suculentas. Ambos são capazes de armazenar água em quantidade elevada, permitindo que sobrevivam em ambientes áridos.

A partir da reabertura do Cactário, a empresa de bebidas Brasil Kirin se estabelece como empresa parceira do Jardim Botânico do Rio e passa a apoiar a implementação de novas melhorias e a manutenção do espaço.

 

 

 

 

 

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