Exposição de bromélias no Jardim Botânico do Rio de Janeiro
7/7/2009

O 3º BroméliaRio acontece de 9 a 12 de julho de 2009 no Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Serão 13 expositores, todos do estado do Rio. Eles trarão o melhor de sua produção, com grande variedade de espécies e de híbridos (que resultam do cruzamento de espécies diferentes), para exibição, dentro do Bromeliário do Jardim, e venda, na área ao ar livre.

O músico Roberto Menescal é um dos expositores. No domingo, 12/6, ele dará a palestra “Por que bromélias?”, em que falará de sua paixão por essas plantas e de como começou e mantém sua coleção. Ainda no domingo, o produtor Rolf Zorning, de São Paulo, dará palestra sobre cultivo em larga escala para comercialização. No evento também estão programadas oficinas de cultivo de bromélias e de ilustração de bromélias, para crianças e adultos.

Uma das atrações da exposição vai agradar especialmente aos torcedores flamenguistas. É uma bromélia com folhas vermelhas e pretas, produzida por Rafael Faria, conhecido como um expert em hibridização. A planta criada por Rafael foi batizada como Neoregelia zico, em homenagem ao jogador Zico, maior craque de futebol da história do Flamengo.

O 3º BroméliaRio é patrocinado pela Amil, parceira do Jardim Botânico na manutenção do Bromeliário. Serão distribuídos 36 troféus para os expositores, em categorias como Melhor da Exposição, Melhor do Gênero, Melhor Híbrido, entre outras.

Programação:
Dias 9,10,11 e 12 - Exposição e venda (aberta ao público)
Dia 11/07 (sábado) - Oficina de ilustração de bromélias, das 9h às 11h (adultos)
Oficina de cultivo de bromélias, das 10h às 11h
Dia 12/07 (domingo) - Oficina de cultivo de bromélias, das 10h às 11h.
Oficina de ilustração de bromélias, das 10h às 12h (crianças)
Palestra "Por que bromélias?", com Roberto Menescal, às 14h
Palestra “Produção comercial de bromélias”, com Rolf Zorning, às 15h
A inscrição para as oficinas é feita na hora, com taxa de R$ 15,00. Vagas limitadas.

Sobre as bromélias

São conhecidas atualmente 3176 espécies de bromélias, todas nas Américas, com exceção de uma única originária da região em torno do Golfo da Guiné, na África. Quase 50% das espécies são nativas do Brasil, sendo o Rio de Janeiro o estado com maior número de espécies endêmicas, ou seja, que só ocorrem aqui.

Plantas rústicas, as bromélias podem ser encontradas desde o nível do mar até grandes altitudes, sendo muito apreciadas e utilizadas em paisagismo pela beleza de suas folhas e colorido das flores. Existem três tipos básicos de bromélia em relação ao habitat: as terrestres, as rupícolas – que nascem sobre pedras, e as epífitas – que prendem-se a árvores. Exemplo destas últimas é a barba-de-velho, que pode ser vista em abundância no Jardim Botânico.

“Muita gente pensa que as epífitas são parasitas, mas na verdade elas apenas se apóiam sobre os troncos e galhos das árvores”, explica Nara Vasconcelos, bióloga e coordenadora do Bromeliário do Jardim Botânico.

Há espécies de bromélia usadas na medicina e mesmo na alimentação. A mais famosa é, sem dúvida, o abacaxi. Plantas resistentes e, por isso, fáceis de cultivar, as bromélias adaptam-se bem em áreas abertas e em interiores, contanto que recebam luz e água. As regas devem ser feitas pelo menos duas vezes por semana.

Quando a floração da bromélia termina, a planta morre, mas deixa brotos (filhotes) ao seu lado. Por isso, quando cultivada em vasos, deve-se sempre prever espaço para o nascimento e crescimento da nova planta.

Mais informações:
Nara Lucia C. Vasconcellos – (21) 8161-2834
Bióloga, responsável pelo Bromeliário
Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

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