Chafariz Central volta ao JB recuperado e com DNA identificado

Após cerca de seis meses longe dos olhos dos visitantes do Jardim Botânico, o Chafariz Central, conhecido como Chafariz das Musas e um dos seus símbolos mais importantes, estará de volta ao Parque totalmente recuperado e com o seu DNA identificado. O trabalho de restauração, orçado em R$ 200 mil sob o patrocínio da Brasil Telecom, permitiu revelar finalmente a origem da peça e seu autor: ela foi idealizada por Herbert W. Hogg, da cidade de Derby, na Inglaterra, no final do século XIX. A reinauguração do chafariz será no dia 15 de dezembro, às 10h.

O Chafariz Central começou a ser desmontado há 7 meses e foi submetido a um processo de recuperação dos danos sofridos nos últimos anos. O trabalho, que consumiu cerca de 180 dias e envolveu mais de 40 pessoas de 12 entidades, identificou a marca do chafariz próxima à base da sua estrutura. Além disso, ele passou por jateamento de escória de cobre, pintura e confecção das peças desfalcadas. O entorno paisagístico do Chafariz também está sendo recuperado.

Feito em ferro fundido, o Chafariz das Musas homenageia a música, a arte, a poesia e a ciência. Destaque na entrada do Jardim Botânico, o chafariz podia ser visto até o começo do século XX no Largo da Lapa, quando foi trazido pelo então diretor do Parque, Barbosa Rodrigues, para a Aléia das Palmeiras no JB. Outro chafariz semelhante no Brasil pode ser encontrado na cidade de Manaus (AM), na Praça Pedro II.

De acordo com a arquiteta da Croma do JB Mônica Rocio, responsável pela recuperação do Chafariz, no futuro, a instituição pretende registrar em livro todas as etapas da recuperação da peça. Durante o período em que ficou fora, um banner de cerca de cinco metros de altura e 50 metros de diâmetro reproduziu no local a imagem do Chafariz.

 

 

 

 

 

 

 

volta à primeira página