Tania Sampaio faz palestra no ciclo “Histórias no Jardim”
13/5/2008
O Ciclo de Palestras “Histórias no Jardim”, parte das comemorações dos 200 anos do Jardim Botânico, promove no dia 15 de maio, às 10h, no Centro de Visitantes, a palestra da pesquisadora-botânica do Jardim Botânico, Tania Sampaio, que terá como tema “Jardins Botânicos: espaços de ciência, história e cultura”.
Promovido pelo Jardim Botânico do Rio de janeiro, o ciclo acontece desde 2007 com a realização de palestras mensais que se estenderão ao longo de 2008. As inscrições podem ser feitas pelo telefone: 3874-1808.

Resumo:

Título da palestra: Jardins Botânicos: espaços de ciência, história e cultura

Tânia Sampaio Pereira, PhD
Diretoria de Pesquisas
Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Os jardins botânicos são instituições extremamente relevantes para o processo de conservação ex situ, devido à sua capacidade de manter exemplares de espécies da flora nacional em condições de cultivo fora de seu ambiente natural, em espaços especiais, disponibilizando-os para pesquisa científica e o público em geral. Portanto, têm um papel decisivo na conservação da biodiversidade e na educação ambiental. Os jardins botânicos têm sua origem nos mosteiros europeus, que ao longo da história se desenvolveram em faculdades de medicina e farmácia. Grandes estabelecimentos de ensino no passado são hoje os mais antigos jardins botânicos do mundo, e pertencem às respectivas universidades, tais como o de Pisa (1543 - desativado), Pádua (1545 – o mais antigo em atividade), Florença (1545) e Bolonha (1568) na Itália e o Jardin des Plantes de Montpellier (1593), o mais antigo jardim botânico da França. Hoje, os jardins botânicos que têm como atribuição a investigação botânica são responsáveis por deter a pressão sobre populações de espécies de plantas ameaçadas; tais investigações, representam avanços tecnológicos e geração de conhecimentos que podem servir de modelo para outras iniciativas semelhantes. Atualmente existem 2.542 jardins botânicos espalhados pelo mundo; empenhados em representar as plantas de diversas formas, os jardins botânicos contemporâneos estão se dedicando à conservação das floras locais. Conhecer para conservar é, hoje, o lema de muitos jardins botânicos. Os jardins botânicos contemporâneos, por um lado, presenciam a crise das mudanças globais, a perda de diversidade biológica, a falta de sustentabilidade dos recursos alimentares e energéticos e, por outro, possuem a capacidade inventiva para propor/fornecer/gerar alternativas para a conservação dos recursos remanescentes e daqueles por serem explorados. Os jardins botânicos atuais tem fortes relações com a comunidade e representam elos culturais entre os anseios de conservação da natureza expressados pelas populações humanas e a realização de ações definitivas de preservação dos recursos vegetais do planeta.


 

 

 

 

 

volta à primeira página