Pesquisadora do JB apresenta balanço do IX Congresso Latino-americano de Botânica
14/7/2006

A pesquisadora do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Rejan R. Guedes-Bruni elaborou um balanço do IX Congresso Latino-americano de Botânica, realizado no período de 18 a 25 de junho deste ano, na cidade de Santo Domingo, na República Dominicana. Ele contou com a participação de uma expressiva delegação brasileira, uma das duas maiores presentes ao encontro, juntamente com a delegação mexicana. O congresso reuniu 2500 participantes e, ao todo, foram apresentados 1900 trabalhos científicos distribuídos em 17 linhas temáticas. Na ocasião, o aluno de iniciação científica do Jardim Botânico, Alexandre Gabriel Christo, foi eleito, dentre os demais 25 bolsistas selecionados pela Rede Latino-americana de Botânica a participarem do evento e dos cursos pós-congresso, para representá-los, na qualidade de orador, durante o encerramento do encontro.

O IX Congresso Latino-americano de Botânica, realizado no período de 18 a 25 de junho deste ano, reuniu cerca de 2500 participantes, destacando-se dentre as duas maiores delegações presentes as do México e Brasil. Reunindo aproximadamente 1900 trabalhos científicos, expostos em painéis, distribuídos por 17 linhas temáticas (Biodiversidade, Conservação e Manejo de Recursos; Biologia Molecular e Genética; Bioprospecção; Botânica Estrutural; Briologia; Coleções botânicas e História; Eco-fisiologia e Fisiologia Vegetal; Ecologia: Educação; Etnobotânica e Botânica Econômica; Fitogeografia e Paleobotânica; Fitoquímica; Florística; Micologia; Propagação; Pteridologia e Taxonomia e Sistemática), o congresso foi bem organizado e diversificado em sua programação. Foi enriquecido pela variedade de conferências, simpósios e mesas redondas, além de reuniões de especialistas que foram bem acompanhadas por seus participantes face às oportunidades de atualizações, em diferentes aspectos, colocadas à disposição.

Agregando valores culturais latino-americanos, num período coincidente com os jogos da Copa do Mundo, não faltou espaço para que fosse disponibilizado pela Comissão Organizadora do evento, um telão no hall do hotel, com as respectivas bandeiras dos países que disputavam as partidas enquanto a programação formal do Congresso transcorria normalmente. O aluno de iniciação científica do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Alexandre Gabriel Christo, foi eleito - dentre os demais 25 bolsistas, selecionados pela Rede Latino Americana de Botânica a participarem do evento e dos cursos pós-congresso - para representá-los, na qualidade de orador, durante a cerimônia de encerramento do Congresso. Na ocasião, foram ainda eleitos a nova diretoria e o próximo país a sediar “X Congresso Latino-americano de Botânica”, a realizar-se em 2010: o Chile – após Chile, Equador e Peru terem apresentado suas candidaturas à Assembléia Geral da Associação Latino-americana de Botânica (ALB).


Leia aqui o discurso de Alexandre Christo.


Balanço pós-congresso

Na semana pós-congresso latino-americano, algumas pesquisadoras brasileiras foram conhecer a Ilha de Barro Colorado, uma Reserva Biológica no Panamá, criada em 1923, após separar-se da terra firme com a criação do Lago Gatún para construção do canal do Panamá. Desde então, por sua importância biológica e contínua proteção de seus recursos, constitui um dos locais neotropicais mais bem estudados no mundo, após constituir um posto avançado de pesquisas do Smithsonian Institution (Smithsonian Institution Tropical Research), a partir de 1946, quando passaram a ser, ainda mais, intensificadas as expedições científicas bem como mais arrojadas as pesquisas ali implementadas e que alavacaram os conhecimentos contemporâneos sobre a flora, fauna e ecologia neotropicais. As pesquisadoras do Jardim Botânico do Rio de Janeiro Ariane L. Peixoto, Marli P. Morim, Rejan R. Guedes-Bruni e Solange de V. A. Pessoa, juntamente com as colegas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Lana da S. Sylvestre e Genise V. Somner, tiveram a oportunidade de conhecer e documentar fotograficamente esse local exemplar de estudo, com soluções práticas e, algumas delas de baixo custo, para desenvolverem atividades educativas e de turismo ecológico. Num percurso de ida e volta, que dura 1 hora e 30 minutos de viagem de barco, o visitante pode desfrutar de uma experiência maravilhosa, cuja paisagem pouco se distingue da que estamos acostumados a vislumbrar. Porém, o estudo ininterrupto, seu monitoramento, integração entre diferentes linhas de pesquisas, instituições e pesquisadores, culminando com a difusão eficiente de seus resultados, estimularam as pesquisadoras que lá estiveram, a compartilhar suas experiências, através de documentação fotográfica, realizada durante a visita, como forma de estimular a todos que trabalham com semelhantes ideais a continuarem a pensar que é possível estudar, comprometidamente, não só como pesquisadores qualificados nas diferentes especialidades nos biomas brasileiros, como também atuarem como agentes pró-ativos politicamente, para uma melhor experiência de práticas acadêmicas e de difusão que resultem não só em benefícios para a conservação da diversidade biológica brasileira, assim como também para uma melhor qualificação de professores do ensino médio e fundamental. Dessa maneira, agiu de forma consoante em favor da alfabetização científica da sociedade brasileira, atualmente um compromisso amplamente difundido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

 

 

 

 

 

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