Laboratório Social do JB prepara jovens jardineiros para o mercado de trabalho

IIdealizado a partir do Projeto Educação e Trabalho, o Laboratório Social criado em 2003 pelo presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Liszt Veira, completa dois anos de atividade e contempla uma demanda social cada vez maior: até o final deste ano, mais 185 jovens jardineiros estarão preparados para o mercado de trabalho, totalizando cerca de 1.500 adolescentes formados no curso de capacitação e jardinagem ao longo dos últimos anos.

A formação de jovens oriundos de comunidades populares é acompanhada também de um processo pedagógico e educativo, de forma a permitir uma efetiva inclusão social. Dentro do projeto são desenvolvidas oficinas temáticas, tais como relações inter pessoais, neurolinguística, ikebana, arte e educação, inclusão digital, português instrumental, Rio patrimônio cultural e ambiental e incentivo à cultura.

As atividades do Laboratório Social são sustentadas pelo sistema de parcerias. O curso de jardinagem, que tem o patrocínio da Embelleze, funciona de segunda a sexta, com duração de seis horas e varia de seis meses a um ano. Ele prepara os jovens para a produção, recuperação, conservação e manutenção das plantas ornamentais, conservação de exicatas (espécime desidratado da coleção do herbário), utilização de ferramentas, além do conhecimento de doenças, pragas e solos. Em troca, recebem uma bolsa auxílio, passagens, almoço e uniformes. O retorno desses cursos tem um saldo positivo: os jovens jardineiros vem sendo recrutados para o trabalho em condomínios, no Iate Clube do Rio de Janeiro, além do próprio Jardim Botânico.

“O Laboratório Social é um exemplo da responsabilidade social do Jardim Botânico, pois visa a redução da exclusão social”, diz Liszt Vieira. Para freqüentar o curso, os adolescentes devem ser estudantes, com idades de 18 a 21 anos e pertencerem a famílias com renda de até três salários mínimos.

 

 

 

 

 

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