Dia Nacional do Patrimônio Histórico
17/8/2010

AcervoEm 17 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. E o Jardim Botânico do Rio de Janeiro figura entre os monumentos nacionais tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico - IPHAN, desde 1938, por seu significado histórico, cultural, científico e paisagístico.

A data de 17 de agosto é uma homenagem ao advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade, criador do IPHAN e seu diretor durante mais de 30 anos, que nasceu no mesmo dia, no ano de 1898. Esse dia é, assim, uma ocasião para lembrar a importância de preservar e conhecer esses monumentos nacionais, como o JBRJ, que tem grande parte de sua história conservada pelo setor de Acervo e Memória.

O Acervo e Memória do JBRJ contém instrumentos científicos, coleções arqueológicas, obras raras, cadernetas de campo, entre outros materiais e objetos não menos importantes. O objetivo do setor é implementar e acompanhar projetos de revitalização e socialização de seus acervos, em parceria com outras instituições. Além disso, também preserva e amplia os acervos institucionais, propõe e executa projetos de revitalização.

Para Maria José Sarno, responsável pelo setor, a grande importância de se conservar esses acervos é que eles proporcionam a experiência direta dos bens e fenômenos culturais, de forma que se possa chegar à sua compreensão e valorização. "O acervo só se constitui como tal se houver pesquisa sobre ele. Caso contrário é um depósito de objetos e papéis. Da mesma maneira que a biodiversidade precisa ser conhecida/pesquisada para ser conservada, os objetos de instituições históricas como o JBRJ também devem ser alvo de comunicação, pesquisa e conservação".

Hoje o Acervo e Memória do JBRJ conta com três projetos. O Acervo Institucional, em que promove-se a reunião, identificação, catalogação, regularização e o registro patrimonial; o projeto Sítios Arqueológicos - Casa dos Pilões, que contempla as ações de preservação e divulgação patrimonial; e o Laços com a Memória, que promove a sensibilização para a conservação e uso sustentável da biodiversidade e o trabalho de re-significação e difusão histórico-cultural do patrimônio do JBRJ.

"Estes trabalhos buscam atualizar nossas ações pela interação contínua com os visitantes/pesquisadores e atuar proativamente na construção de relações de confiança e parcerias estratégicas com outras instituições. Importa ressaltar também que o acervo guarda a memória da Instituição possibilitando dela nos aproximarmos, num processo ativo de conhecimento, apropriação e reconhecimento como herança cultural, responsabilizando-nos pela construção e transmissão de sua história", explica Maria José.

Leia também: Acervo e Memória apresenta o Catálogo Preliminar do Acervo Institucional

 

 

 

 

 

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