Jardim sem dengue
23/5/2012

Jardim BotânicoVistorias da Secretaria Municipal de Saúde mostram que o Jardim Botânico do Rio de Janeiro está livre de focos do mosquito Aedes aegypti.

Embora o Rio de Janeiro viva uma epidemia de dengue, anunciada pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) no fim de abril, os visitantes podem passear tranquilos pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. De acordo com os mais recentes relatórios da Secretaria, datados de março de 2012, nenhuma larva de A. aegypti foi encontrada na área de visitação e outras dependências do Jardim.

A Secretaria Municipal de Saúde faz vistorias no JBRJ a cada 15 dias, e para cada visita dos agentes de saúde é gerado um relatório, posteriormente remetido para o setor de Fitossanidade da instituição. O mais recente, que cobre o período de 23 de março a 7 de abril de 2012, informa que foram coletadas amostras de mais de 900 depósitos de água – poças, canaletas, bromélias etc. O estudo laboratorial mostrou que não havia larvas de A. aegypti.

A engenheira agrônoma Maria Lucia França Teixeira, responsável pelo setor de Fitossanidade do JBRJ, explica que todos os depósitos de água parada do Jardim são tratados pelos agentes de saúde com larvicida líquido, de alta qualidade, fornecido pelo próprio JBRJ. “Quando os agentes consideram que se faz necessária uma intervenção em algum local, eles informam às diretorias competentes e as providências são tomadas imediatamente”, enfatiza Maria Lucia.

Um ponto que costuma levantar dúvidas entre os visitantes diz respeito ao risco de o mosquito da dengue proliferar nas bromélias – plantas que formam uma das maiores coleções do Jardim Botânico do Rio. A especialista esclarece que esse risco não existe: “As nossas bromélias são tratadas com larvicida. Porém, mesmo que não fossem, elas não representariam ameaça à saúde, uma vez que essas plantas, neste habitat junto à floresta, não estão em um ambiente propício para o A. aegypti. Nas bromélias, eles têm que competir com outras espécies, entre elas os mosquitos do gênero Culex que atacam animais de sangue frio, além de terem predadores naturais, como as libélulas, que existem em grande quantidade no Jardim”.

 

 

 

 

 

 

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