Frei Veloso será tema de seminário na ENBT em agosto
22/7/2011

O projeto, proposto pelo JBRJ em parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), foi aprovado pela Faperj e será realizado nos dias 30 e 31 do próximo mês.

Intitulado “O botânico Frei Velloso (1742-1811), letras e ciências entre Brasil e Portugal”, o seminário reunirá especialistas que se dedicam ao tema, com o objetivo de estabelecer o estado atual dos conhecimentos historiográficos sobre o trabalho de Velloso, bem como identificar as questões que mereceriam maior atenção dos investigadores. Entre elas, destacam-se 1) a botânica no tempo de Velloso, 2) a atualidade de sua obra Flora Fluminensis e 3) as questões nomenclaturais das plantas descritas por Velloso e os debates atuais sobre a biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro, entre outros.

A organização do evento está a cargo de Alda Heizer (JBRJ) e Fernando Luna (UENF). Eles explicam que o colóquio visa também manter a centralidade do Rio de Janeiro como referência nos estudos sobre a história das ciências no Brasil, estimulando a pesquisa sobre o assunto nas várias instituições sediadas aqui, como o JBRJ, o MAST, a Casa de Oswaldo Cruz e a UFRJ. Procura ainda chamar a atenção dos estudiosos para os acervos conservados no estado, em instituições tais como a biblioteca Barbosa Rodriges (JBRJ), a Biblioteca Nacional, o Arquivo Nacional, a biblioteca do Itamaraty, o IHGB e o Real Gabinete Português de Leitura.

O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) é detentor de um acervo expressivo referente a José Mariano da Conceição Veloso. "O naturalista brasileiro é presença constante nas ciências atuais, mas poucos cientistas se dedicaram a conhecer de forma mais aprofundada seu trabalho botânico e as fontes disponíveis para estudá-lo", observa Alda, acrescentando que a parceria com a UENF é fundamental, pois amplifica a abrangência do debate, engajando os grupos de pesquisa que trabalham no interior do Estado num evento de alta qualidade científica.

A importância do tema para a história das ciências no Estado do Rio de Janeiro pode ser avaliada a partir da própria trajetória de Frei Veloso ao longo de sua vida. Nascido e formado na Capitania de Minas Gerais, o naturalista trabalhou em São Paulo antes de se dedicar ao estudo da flora da Mata Atlântica no litoral sul do Rio de Janeiro, cujos resultados foram publicados postumamente no livro Flora Fluminensis. Seu trabalho era reconhecido e valorizado na sede do Império Português e também por estudiosos coevos de outros países europeus, no Alto Iluminismo.

 

 

 

 

 

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