Colóquio sobre o paisagista Auguste Glaziou reúne especialistas brasileiros e franceses até 25 de setembro
23/9/2009

O encontro aberto na manhã desta quarta-feira, 23/9, acontece no Palácio Gustavo Capanema, no Centro.

A programação do colóquio “A Atualidade da Obra de Auguste Glaziou” traz palestras de especialistas e pesquisadores de diversas áreas, como paisagistas, arquitetos, botânicos e historiadores, entre outros. A interdisciplinaridade procura dar conta dos diferentes aspectos da vida e da obra do paisagista francês, nascido na região da Bretanha, que veio para o Brasil em 1858 a convite de D. Pedro II.

Convidados – Da mesa de abertura participaram o cônsul geral da França no Rio de Janeiro, Hugues Goisbault, o diretor do Centro de Artes da Funarte, Ricardo Resende, a diretora da Escola de Belas Artes da UFRJ, Angela Ancora da Luz, o presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Liszt Vieira, o responsável científico do evento, professor Jean-Yves Mérian, da Universidade de Rennes, e o professor Carlos Terra, da UFRJ, representante do Comitê de Organização do Evento.

Exposição – Em sua fala, Liszt Vieira convidou todos os presentes para a exposição Glaziou e os Jardins Sinuosos, que será inaugurada no Museu do Meio Ambiente (MuMA) do Jardim Botânico do Rio de Janeiro no fim de outubro. Já Hugues Goisbault destacou o papel de Glaziou como defensor da flora nativa do Brasil em pleno século XIX, quando a questão ambiental não estava em evidência em nosso país. O cônsul francês aproveitou para elogiar a reforma do prédio do MuMA e a maior abertura do Jardim Botânico às atividades culturais.

Inluência francesa – Angela Ancora da Luz falou sobre a relação entre os artistas franceses que chegaram ao Brasil há quase 200 anos e a criação da Escola de Belas Artes por D. João VI. Ela lembrou que a EBA é a única escola no país a oferecer curso de bacharelado em paisagismo, contando entre seus graduados Roberto Burle Marx, de quem Glaziou foi um precursor.

Uma obra a ser conhecida – O anfitrião do encontro no Palácio Gustavo Capanema, Ricardo Resende, ressaltou a importância da educação por meio da arte, inclusive da arquitetura e do paisagismo. O professor Jean-Yves Mérian observou que Glaziou valorizou o patrimônio botânico do Brasil, além de ter criado um estilo próprio no paisagismo do país. Por fim, Carlos Terra apontou que a dimensão da obra de Glaziou é imensa e ainda pouco conhecida, possibilitando várias frentes de pesquisa.

Conferência – Após a mesa de abertura, a conferência inaugural foi proferida pelo prof. Dr. Jean-Pierre le Dantec, diretor do Laboratório de Arquitetura, Meio e Paisagens da Escola Superior de Arquitetura de la Villette, Paris. Dantec falou sobre a Escola Francesa de Paisagismo no século XIX.

Veja a programação completa do Colóquio “A Atualidade da Obra de Auguste Glaziou”.

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