JBRJ e Green Cross assinam convênio para a conservação de manguezais
28/9/2006

O Jardim Botânico do Rio de Janeiro vai desenvolver um projeto para avaliar o estado de conservação de remanescentes do ecossistema manguezal em cinco áreas da costa brasileira. Para isso, o instituto assinou um convênio de parceria técnica com a Green Cross Brasil, organização internacional criada na Eco-92, que se dedica a recuperar ambientes degradados. A assinatura do termo de parceria ocorreu no dia 21/09 e contou com as presenças do presidente do JBRJ, Liszt Vieira, e do presidente da Green Cross Brasil, Celso Claro.

O projeto “Manguezais da Costa Brasileira: diversidade, conservação e inserção social” estudará esse ecossistema em áreas localizadas nos estados do Maranhão, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná. O projeto será desenvolvido, ao longo de dois anos, por pesquisadores do JBRJ e da Universidade federal do Rio de Janeiro.

O principal objetivo do projeto é contribuir para o processo de conservação dos remanescentes de manguezal das costa brasileira. Isso será feito a partir de estudos da estrutura genética das populações vegetais nativas e da difusão de conhecimento entre as comunidades locais, através de atividades de educação ambiental e inclusão social.

Os manguezais são florestas úmidas tropicais que ocorrem perto do mar. As florestas de mangues são vitais para o restante dos ecossistemas costeiros como as restingas, a Mata Atlântica, as florestas semi-deciduais, e são também reservatórios de espécies de animais e vegetais associados ao ecossistema por um longo tempo evolucionário.

No Brasil, os manguezais são encontrados ao longo de praticamente toda a costa e estão entre os ecossistemas que mais sofreram perdas em sua taxa de cobertura. A ocupação da linha da costa ocasiona desmatamentos, aterros e emissão de esgotos em escalas que prejudicam e ameaçam o funcionamento desse ecossistema.

 

 

 

 

 

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