Seminário "As Inter-relações da Biodiversidade" começa enfatizando a articulação com a sociedade
30/5/2011

Fotos seminárioNa mesa de abertura, o presidente do JBRJ, Liszt Vieira, e a representante do MMA, Daniela Oliveira, destacaram a importância de incentivar o debate e uma melhor comunicação com a sociedade sobre as questões ambientais.

A chefe do Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Lidia Vales, abriu o Seminário "As Inter-relações da Biodiversidade", na manhã desta segunda-feira, 30/5, agradecendo a todos os participantes e apresentando a missão do Museu - organizador do evento - como um espaço de referência para a proposição e aprofundamento dos debates sobre as questões ambientais e de sustentabilidade.

O presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Liszt Vieira, ressaltou a necessidade de envolver os diferentes ministérios na discussão sobre meio ambiente e sustentabilidade. Segundo Liszt, os parlamentares que votaram pelas mudanças que desconfiguram o Código Ambiental brasileiro o fizeram baseados em um ideia anacrônica de progresso, que já foi superada nos meios científicos e acadêmicos, mas permanece no discurso político. Nesse sentido, o presidente do JBRJ destacou a importância do Museu do Meio Ambiente ao organizar o seminário, levantar debates e trabalhar no sentido da conscientização sobre a questão ambiental. "Temos o desafio de defender a sustentabilidade do planeta e do país. O Brasil pode liderar os outros países nesse sentido", afirmou.

A diretora de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Daniela Oliveira, representou a ministra Izabella Teixeira na mesa de abertura. Daniela disse que é um momento de autocrítica por parte do ministério e dos ambientalistas, devido à derrota na votação do Código Florestal na Câmara dos Deputados. "Estamos tendo dificuldade em comunicar para a sociedade a relevância dos problemas ambientais. Como não conseguimos explicar suficientemente a importância, por exemplo, das APPs?", questionou a representante do MMA, concluindo que "talvez falemos de modo técnico demais". Nesse contexto, Daniela também destacou o papel do Museu do Meio Ambiente de aproximar o público dessas questões e ajudar a elevar a compreensão geral sobre o trabalho em prol da conservação da biodiversidade. Ela falou ainda sobre o trabalho de adaptar, para o Brasil, as 20 metas para conservação definidas em Nagoya em 2010, no âmbito da Convenção sobre Biodiversidade Biológica (CDB) - uma tarefa que deve envolver toda a sociedade.

Também participou da mesa Maria de Lourdes Brefin, chefe-geral da Embrapa Solos, que está sediando o seminário. Ela deu as boas-vindas aos presentes e falou do desejo de estreitar a colaboração entre a Embrapa Solos e o Jardim Botânico, inclusive no que diz respeito ao Museu do Meio Ambiente. Maria de Lourdes lembrou que os solos também abrigam uma imensa biodiversidade e anunciou que, em breve, a empresa abrirá ao público uma coleção de solos brasileiros.

Programação completa do seminário

 

 

 

 

 

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